Semana da Floresta Autóctone / Ação de educação ambiental sobre o Controlo de plantas invasoras nas margens do rio Homem
- Luís Vaz
- 28 de nov. de 2025
- 4 min de leitura

Hoje logo pela manhã, três turmas do quinto ano de escolaridade da Escola Básica de Vila Verde, as turmas do 5ºC, 5ºD e do 5ºG, ás 8:30 h arrancaram em grande caminhada e acompanhados pelos professores Luís Vaz, Carla Vieira e Luís Pereira para a praia fluvial da Malheira, nas margens do belo rio Homem. O trajeto foi percorrido a pé 👣 sem grandes problemas. Ao chegar à praia fluvial da Malheira, já se encontrava no local a Equipa EMIF para colaborarem na Atividade de sensibilização para o controlo de plantas Invasoras. Entretanto chegou também ao local o Sr. Vereador do Ambiente, o Dr. Calos Tiago Alves e mais tarde o sr. Diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Verde, o professor António Alberto Rodrigues. O professor Luís Vaz, coordenador do projeto Eco Escolas deu inicio aos trabalhos iniciando com a apresentação aos alunos do sr. Vereador e fazendo uma introdução do conceito de plantas invasoras e uma resenha da diversidade da nossa floresta Autóctone, os carvalhais.

O professor Luís Vaz apresenta aos alunos o sr. vereador do ambiente, Dr. Carlos Tiago Alves e dá início á atividade sobre a sensibilização para o controlo das "Plantas Invasoras".
Os alunos escutaram com muito interesse o professor Luís Vaz que de seguida passou a palavra ao Sr. Engenheiro Adelino Silva, que mostrou in loco, a planta aquática, pinheirinha-de-água (Myriophyllum aquaticum), que infelizmente coloniza em muitas áreas do rio Homem e interfere no equilíbrio dos nossos ecossistemas naturais. Falou sobre a sua ecologia e revelou algumas técnicas para ajudar a erradicar está mesma espécie invasora. Os alunos presentes ouviram com muito interesse todas as explicações e chegaram mesmo a retirar do leito do rio alguns pés desta planta invasora.

A pinheirinha-de-água (Myriophyllum aquaticum) é uma planta aquática da família Haloragaceae, nativa da América do Sul, onde tem uma distribuição alargada no Sul da Argentina, Chile, Paraguai, Perú e sul do Brasil, mas também ocorre no Uruguai, Bolívia e Colômbia.
É uma planta enraizada, robusta, que pode apresentar caules submersos e emersos. Os caules submersos são alongados e com folhas largas, tolerando profundidades até dois metros. Quanto aos caules emergentes, são frondosos e as folhas dispõem-se em andares com quatro a seis folhas em espiral ao longo do caule, parecendo um pequeno pinheiro ou abeto.

Atualmente, a pinheirinha-de-água pode ser encontrada em ecossistemas de água doce um pouco por todo o país, do Minho ao Algarve, mas sobretudo na Beira Litoral, Entre-Douro-e-Minho e no Ribatejo e Oeste. Ocorre em massas de água parada ou com pouca velocidade de corrente e ricas em nutrientes, como sistemas fluviais, lagoas, pauis, valas de terra, charcos, albufeiras e solos encharcados como margens de rios ou outros, e ainda em arrozais.
Depois deslocamo-nos para um zona arborizada numa das margens para iniciarmos outra ação, a da sensibilização para o controlo das acácias mimosas, outra planta invasora.

As mimosas que não encontramos, foram há três anos intervencionadas pela equipa EMIF e pelos nossos alunos do então 6⁰ A, alunos que atualmente se encontram no 9⁰ ano turma A.
Junto a um belo carvalhal, procuramos as mimosas que a equipa EMIF da Câmara Municipal de Vila Verde (Equipa municipal de intervenção florestal ), liderados pelo Sr. Porfírio, aplicaram há três anos a técnica ideal para eliminar esta planta invasora numa atividade similar a esta. Essa técnica consistiu em fazer uma incisão em anel, contínuo, à volta do tronco, à altura que for mais confortável para o aplicador; a incisão deve cortar a casca (floema e tecidos exteriores) e chegar à madeira (xilema), mas sem cortar esta última. Dessas mimosas de grande porte não restava nenhuma, pois morreram e os proprietários cortaram-nas para lenha. Infelizmente no seu lugar brotaram espontaneamente muitas plântulas de mimosas ....

No final o sr. vereador do ambiente ainda teceu algumas palavras aos alunos para enquadrar e consolidar toda esta atividade de campo, em que sublinhou “a importância da manutenção e proteção dos habitats locais”, destacando que intervenções como esta “são essenciais porque promovem a preservação da biodiversidade, garantem o equilíbrio ecológico e contribuem para a saúde dos ecossistemas ribeirinhos, fundamentais para a fauna, a flora e a qualidade da água”.
Em suma mais uma atividade que correu muito bem e que consistiu na parte prática desta atividade, bem como a finalização da comemoração da Semana da Floresta Autóctone, promovida pela Câmara Municipal de Vila Verde, que durante oito dias promoveu um conjunto de atividades subordinadas a este Tema da Floresta Autóctone.

Só me resta enquanto coordenador do Projeto Eco-Escolas da EBVV, agradecer todo o apoio do Município de Vila Verde, ao veredor Dr. Carlos Tiago Alves, ao engenheiro Adelino Silva, á Equipa EMIF e claro, a todos os alunos presentes que demonstraram interesse e respeito por esta atividade.
Até breve
Vila Verde, 28 /11/2025
Luís Beleza Vaz











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