Quercus lusitanica / projeto LusoQuercus
- Luís Vaz
- 21 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de jan.


Hoje pelas 14:25, decorreu na EBVV mais uma palestra seguida de uma atividade prática no horto do Clube da Floresta na nossa horta pedagógica , dirigida para todos os alunos do oitavo ano da Escola Básica de Vila Verde no âmbito do tema "floresta autóctone". Desta vez tivemos o privilégio de ter na nossa Escola duas investigadoras do BIOPOLIS-CIBIO da universidade do Porto, a Drª Ana Campilho, especialista na nossa flora autóctone e oradora desta palestra e a Drª Ana Seabra. Esta abordagem sobre o Quercus lusitanica, uma espécie da nossa floresta autóctone ameaçada, insere-se na implementação do nosso Plano de Ação do nosso projeto Eco Escolas deste ano letivo que continua a priviligiar o tema da Floresta. A palestrante iniciou a sua intervenção por apresentar a biodiversidade da espécie Quercus no território Nacional, para posteriormente abordar a espécie do seu projeto Lusoquercus, uma espécie ameaçada pela alterações climáticas.

A palestra de hoje foi focada nos carvalhos autóctones portugueses e, especificamente, na carvalhiça (Quercus lusitanica), pois é fundamental para aumentar a literacia botânica e ambiental dos nossos alunos . Embora partilhem o mesmo género, existe uma diferença abismal de escala, ecologia e estatuto de conservação entre os grandes carvalhos "nobres" e este pequeno carvalho-anão, que a partir de hoje iremos reproduzir no nosso horto .

Hoje aprendemos que a carvalhiça (Quercus lusitanica) uma relíquia Ecológica que quase desapareceu a norte do país, possui as seguintes características únicas:
Resiliência ao Fogo: possui rizomas subterrâneos (caules debaixo da terra) que lhe permitem rebentar rapidamente após incêndios, sendo crucial na etapa inicial de recuperação de ecossistemas degradados.
Faz também parte da Rede Natura 2000 (Habitat 5330). É uma espécie endémica do Oeste da Península Ibérica e Norte de Marrocos, com uma distribuição fragmentada em Portugal (principalmente no litoral centro e sul).

O Quercus insignis é uma espécie fascinante e rara, nativa da América Central (México até ao Panamá), e é mundialmente famoso por produzir as maiores bolotas de todo o género Quercus ( ver a bolota maior da imagem)
Relativamente à biodiversidade Genética, o projeto recente, como o LusoQuercus coordenado pela ilustre palestrante Drª Ana Campilho, tenta mapear esta espécie para evitar a sua extinção local, já que está em declínio devido à expansão de monoculturas, alterações climáticas e expansão das urbanizações.
No final os nossos alunos do oitavo ano, ainda puderam observar "bolotas" de diferentes carvalhos, nomeadamente bolotas do Quercus insignis, espécie rara existente no México, e considerada a maior bolota do Planeta.

No final, a turma do 8⁰ E e a professora Beatriz Santos, professora de Ciências Naturais da turma, foram convidados a realizar uma transplantação de algumas plantulas de Quercus lusitanica, na nossa Horta pedagógica. A Drª Ana Campilho ainda deixou algumas bolotas de carvalhiça para realizarmos uma sementeira com alunos do Clube da Floresta "a Bolota".

Só me resta agradecer à Drª Ana Campilho, a belíssima palestra/ atividade prática com que nos presenteou, bem como os inúmeros conhecimentos que nos forneceu . Aos alunos presentes os meus PARABÉNS, pois revelaram de um modo geral muito interesse e ótimo comportamento, dignificando assim o nome da nossa Escola.
Vila Verde, 21 de janeiro de 2026
Luís Beleza Vaz
(Coordenador do Eco Escolas da EBVV)
















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