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Quercus lusitanica / projeto LusoQuercus

Atualizado: 22 de jan.




Hoje pelas 14:25, decorreu na EBVV mais uma palestra seguida de uma atividade prática no horto do Clube da Floresta na nossa horta pedagógica , dirigida para todos os alunos do oitavo ano da Escola Básica de Vila Verde no âmbito do tema "floresta autóctone". Desta vez tivemos o privilégio de ter na nossa Escola duas investigadoras do BIOPOLIS-CIBIO da universidade do Porto, a Drª Ana Campilho, especialista na nossa flora autóctone e oradora desta palestra e a Drª Ana Seabra. Esta abordagem sobre o Quercus lusitanica, uma espécie da nossa floresta autóctone ameaçada, insere-se na implementação do nosso Plano de Ação do nosso projeto Eco Escolas deste ano letivo que continua a priviligiar o tema da Floresta. A palestrante iniciou a sua intervenção por apresentar a biodiversidade da espécie Quercus no território Nacional, para posteriormente abordar a espécie do seu projeto Lusoquercus, uma espécie ameaçada pela alterações climáticas.




A palestra de hoje foi focada nos carvalhos autóctones portugueses e, especificamente, na carvalhiça (Quercus lusitanica), pois é fundamental para aumentar a literacia botânica e ambiental dos nossos alunos . Embora partilhem o mesmo género, existe uma diferença abismal de escala, ecologia e estatuto de conservação entre os grandes carvalhos "nobres" e este pequeno carvalho-anão, que a partir de hoje iremos reproduzir no nosso horto .




Hoje aprendemos que a carvalhiça (Quercus lusitanica) uma relíquia Ecológica que quase desapareceu a norte do país, possui as seguintes características únicas:

​Resiliência ao Fogo: possui rizomas subterrâneos (caules debaixo da terra) que lhe permitem rebentar rapidamente após incêndios, sendo crucial na etapa inicial de recuperação de ecossistemas degradados.

​ Faz também parte da Rede Natura 2000 (Habitat 5330). É uma espécie endémica do Oeste da Península Ibérica e Norte de Marrocos, com uma distribuição fragmentada em Portugal (principalmente no litoral centro e sul).


O Quercus insignis é uma espécie fascinante e rara, nativa da América Central (México até ao Panamá), e é mundialmente famoso por produzir as maiores bolotas de todo o género Quercus ( ver a bolota maior da imagem)


Relativamente à biodiversidade Genética, o projeto recente, como o LusoQuercus coordenado pela ilustre palestrante Drª Ana Campilho, tenta mapear esta espécie para evitar a sua extinção local, já que está em declínio devido à expansão de monoculturas, alterações climáticas e expansão das urbanizações.

No final os nossos alunos do oitavo ano, ainda puderam observar "bolotas" de diferentes carvalhos, nomeadamente bolotas do Quercus insignis, espécie rara existente no México, e considerada a maior bolota do Planeta.



No final, a turma do 8⁰ E e a professora Beatriz Santos, professora de Ciências Naturais da turma, foram convidados a realizar uma transplantação de algumas plantulas de Quercus lusitanica, na nossa Horta pedagógica. A Drª Ana Campilho ainda deixou algumas bolotas de carvalhiça para realizarmos uma sementeira com alunos do Clube da Floresta "a Bolota".



Só me resta agradecer à Drª Ana Campilho, a belíssima palestra/ atividade prática com que nos presenteou, bem como os inúmeros conhecimentos que nos forneceu . Aos alunos presentes os meus PARABÉNS, pois revelaram de um modo geral muito interesse e ótimo comportamento, dignificando assim o nome da nossa Escola.



Vila Verde, 21 de janeiro de 2026



Luís Beleza Vaz



(Coordenador do Eco Escolas da EBVV)

 
 
 

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